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E então pessoas...
Feriadão se foi e nada eu fiz de produtivo. Como boa preguiçosa que sou e devido a pauleira que foi este último mês, tudo o que consegui fazer foi dormir. Afinal, é precido recuperar as forças e o ânimo. Não tive a menor coragem de sair de casa pra fazer absolutamente nada. Lembram do filme do ET? "ET, minha casa"... então, tô me sentindo assim. E por falar em filme chorei horrores assistindo Cidade dos Anjos... fazia tempo que eu não chorava assisitindo filme.
O tempo está horrível lá fora. Aqui parece que isso tem se tornado uma constante. Se o feriado se aproxima, o tempo fecha e o céu só falta cair de tanto que chove... foi bom porque deu uma amenizada no calor e esse tempinho favorece a preguiça e o sono da tarde.
Tenho andado um bocado nostálgica ultimamente com saudades de algo que não sei bem o que é. Na realidade sei sim, mas vou preferir fingir que não sei o que me aflige. Calma leitores... não estou tendo uma milhonésima crise de paixonite; não é a esse tipo de saudade que me refiro... tenho me surpreendido com freqüência pensando em velhos amigos e outras épocas da minha vida. Acho que na realidade é só minha crise de Peter Pan voltando novamente. Logo isso passa...

E agora, José?
A festa acabou,
a luz apagou,
o povo sumiu,
a noite esfriou,
e agora, José?
e agora, você?
você que é sem nome,
que zomba dos outros,
você que faz versos,
que ama, protesta?
e agora, José?
Está sem mulher,
está sem discurso,
está sem carinho,
já não pode beber,
já não pode fumar,
cuspir já não pode,
a noite esfriou,
o dia não veio,
o bonde não veio,
o riso não veio,
não veio a utopia
e tudo acabou
e tudo fugiu
e tudo mofou,
e agora, José?
E agora, José?
Sua doce palavra,
seu instante de febre,
sua gula e jejum,
sua biblioteca,
sua lavra de ouro,
seu terno de vidro,
sua incoerência,
seu ódio – e agora?
Com a chave na mão
quer abrir a porta,
não existe porta;
quer morrer no mar,
mas o mar secou;
quer ir para Minas,
Minas não há mais.
José, e agora?
Se você gritasse,
se você gemesse,
se você tocasse
a valsa vienense,
se você dormisse,
se você cansasse,
se você morresse...
Mas você não morre,
você é duro, José!
Sozinho no escuro
qual bicho-do-mato,
sem teogonia,
sem parede nua
para se encostar,
sem cavalo preto
que fuja a galope,
você marcha, José!
José, para onde?

Então pessoas...
vários dias depois estou eu aqui de novo. A Parada praticamente acabou e agora a vida volta ao normal (pelo menos é o que eu espero). Esses dias foram bem barra pesada... trampo de 06 às 22 e ficávamos nos perguntando o que era domingo, fim de semana, DSR, noites de sono bem dormidas e etc...
Mas também tiveram as partes boas. Conseguimos a certificação na empresa e como tudo na minha vida é esdrúxulo e ridículo, eu sempre miro um lado e acerto outro - se é que vocês me entendem... mas foi bom. Aprontar às vezes é legal. Ainda teve meu aniversário no meio do caminho! Mas nem fiz nada, só cervejinha mesmo e nem tanta gente assim, só o trio CDP mesmo... rs... Ontem chorei até dizer chega assistindo filme. Vi Cidade dos Anjos e chorei, chorei. Enfim, sou mantega derretida mesmo...
O feriado vai ser de muito descanso. Preciso colocar a vida pessoal e virtual em ordem, afinal depois de tentos dias ausente não há mais o que se fazer.
